E ele interrompe da cozinha
com o nosso prato na mão
como se conduzisse um relâmpago!
No rosto, uma luz rara
o declara mensageiro
Chega, põe o prato em nossa mesa
e começa a descrevê-lo como
se cantasse uma ópera.
E a gente ali, sentado a ouvi-lo
com a respiração suspensa,
como se ópera fosse.
Ó Carlos Eduardo, és o tenor do cheiro,
da cor, da textura, do sabor,
a recitar a música sublime
da tua comida, que se propaga
pelo céu de nossas bocas!
Djavan
(Poesia dedicada ao Chef do Theatro da Villa)
Tiradentes. 04/05/2006